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Um roteiro incrível: Luxemburgo, Alsácia na França, Suiça e uma passadinha na Alemanha

28.09.2019

Em junho deste ano, eu embarquei em mais uma viagem inesquecível! Acredito que, mesmo viajando sozinha, muitas pessoas embarcaram junto comigo através de fotos, vídeos e de toda a emoção que senti passando por cada lugar surreal, que é até difícil explicar.

 

Ao longo dos dias que passei por lá, recebi diversas mensagens de pessoas que também estavam apaixonadas por aqueles lugares. Por isso vou iniciar uma série de postagens com dicas e informações dessa viagem. Vou iniciar com um resumo de tudo que fiz e como planejei. Espero que te ajude e inspire para organizar e planejar sua próxima viagem dos sonhos <3

 

Decidindo os destinos

 

Essa não é uma tarefa fácil, vamos combinar. Mas eu tenho uma “pequena” lista de lugares que quero conhecer e, sempre vou organizando as viagens de acordo com esses sonhos. Muito bem. Eu tinha uma vontade imensa de conhecer uma cidadezinha chamada Colmar, que fica na região da Alsácia na França e também sonhava em conhecer a Suiça. E quem não, né? rs

 

Mas, principalmente a Suiça, sempre achei que fosse demorar um pouquinho mais, pois sempre li que lá é muuuuuito caro e tal. Mas vou contar um segredinho: com um planejamento bacana e algumas economias, dá pra ir sim. Eu fui! Sou prova viva disso!! #FicaaDica

 

Muito bem, com esses dois lugares na topo da lista, fui desenhando meu roteiro. É bom você pesquisar tuuuudo, como:

 

- A distância de um lugar para outro;

- Quais os meios de transporte para fazer esses trajetos;

- Quais os valores – uma média – de fazer a viagem de uma cidade para outra (um país para outro);

- Dar uma boa pesquisada nos valores de hotéis;

- Pesquisar valores de voos a partir da sua cidade. É bom ver a ida e volta para o mesmo destino, depois conferir ida e volta em destinos diferentes (por exemplo: chegando em alguma cidade da Suiça e indo embora por uma cidade da França).

 

Esses são apenas alguns pontos das minhas pesquisas para definir os destinos da minha viagem. Foi por conta dessas pesquisas que Luxemburgo entrou no roteiro.

 

Luxemburgo?

 

Confesso que até pouco tempo, eu nem sabia que Luxemburgo era um país (juro!) e não estava no “top 25” da minha lista de lugares para conhecer rs. Mas, nessas pesquisas de voos (depois de pesquisar muuuuito e ver que estava muito caro qualquer simulação chegando na Suiça, França e até mesmo pela Áustria), eu achei uma passagem bem mais em conta – mais de mil reais de diferença das pesquisas anteriores – chegando por Luxemburgo e indo embora por Zurique. Meus olhinhos brilharam. Bastou eu dar uma leve pesquisada no Google para me apaixonar por Luxemburgo e ver que era muuuito perto da região da Alsácia. E melhor: que tinha um ônibus saindo de Luxemburgo em direção a Estrasburgo (na Alsácia) que custava apenas 12 euros. Pronto! Decidi e comprei essa passagem.

 

Definido destino de ida e volta e agora?

 

Meu voo de ida era no dia 08 de junho, chegando dia 09 em Luxemburgo. E o voo de volta dia 29, final de tarde. Ou seja, teria praticamente 20 dias para aproveitar. Então bora montar o “quebra-cabeças”. Confesso que amo. Dá um trabalhinho, mas amo rs.

 

Reservei 4 dias para Luxemburgo (de 09 até 13.06), já que no primeiro dia, eu já iria chegar a tarde, até chegar no hotel e tal, não iria conseguir fazer muitas coisas. Contei dois dias inteiros para conhecer a cidade de Luxemburgo (que tem o mesmo nome do país) e mais um dia para ir até Vianden. Uma cidadezinha próxima que vale a pena conhecer.

 

Depois defini 7 dias para a região da Alsácia, na França ( de 13 até 20.06). Escolhendo as duas maiores cidades como base: Estrasburgo e a minha amada e tão sonhada Colmar. Sendo que, partindo dessas duas, eu planejei conhecer as outras cidadezinhas que fazem parte da região, a famosa “Rota do Vinho”. Ah, e ainda tive a sorte de conhecer uma cidade alemã, chamada Kehl.

 

E por fim, como meu voo de volta era por Zurique, deixei a Suiça por último e aproveitando 9 dias por lá ( de 20 até 29.06). Vivendo um sonho. Com certeza. Mas definir que lugares da Suiça eu iria conhecer, foi o que me deu mais “trabalho”, claro, aquele trabalho MARAVILHOSO que todo mundo quer ter. Pois bem, o que eu queria era ver neve (mesmo no verão), queria ver aqueles cenários encantadores com montanhas de neve, casinhas apaixonantes, contrastando com aqueles lagos com cores surreais e, claro, ver as famosas vaquinhas com seus sininhos no pescoço e fazer o passeio com o trem panorâmico Glacier Express. E assim eu escolhi como base: Lauterbrunnen, Zermatt, St. Moritz e Zurique. E vou dizer que foi a melhor escolha!

 

Agora um resumo de todos os lugares

 

Luxemburgo

 

Onde fiquei: Hostel Luxemburgo – Youth Hostel Luxembourg City

 

Como viajei sozinha, procurei ficar em Hostels, o que facilita para fazer amizades e geralmente fica mais em conta. Esse hostel fica em um lugar lindo, do lado das Casamatas de Bock, da Chenin de la Corniche que é considerada a vista mais linda da cidade e próximo também do Centro Histórico, com todos seus pontos turísticos. Fiz praticamente tudo a pé por lá. Gostei de tudo no hostel: a localização, o atendimento, a limpeza, o café da manhã incluso no valor, as opções de comida do restaurante e tudo o mais. A única coisa ruim são os chuveiros. Sabe aqueles que você tem que ficar apertando o tempo todo para a água não parar, tipo torneira de aeroporto? Pois bem, é assim, além de sair pouca água. Mas, enfim, dá pra sobreviver hehehe

 

Idioma: Lá eles falam luxemburguês, francês e o alemão. Mas tem muuuita gente que fala português (de Portugal) e quase todos  falam inglês. A gente fica até com vergonha. Mal sabemos falar o português corretamente e eles falando 5 idiomas tranquilamente, mas enfim rs

 

Moeda: a moeda é o Euro

 

Chip celular: Comprei na Orange (em frente a Praça das Armas, por 13 euros – vale por toda Europa)

 

Transporte público: eu peguei o ônibus na frente do aeroporto para ir até próximo do hostel. O valor foi de 2 euros (válido por duas horas) e 4 euros (válido para usar o dia inteiro). Funciona muito bem.

 

O que eu fiz (É um resumo tá? Nos próximos posts vou detalhar tudo): Le Grund; Chenin de la Cornich; Cercle Cite; Praça das Armas; Centro Histórico; Praça de La Constituicion; Ponte Adolfo; Catedral de Notre Dame; Palácio Ducal; Chocolate House; Elevador Panorâmico; Casamatas de Bock e me “perdi” por lá, subindo e descendo muitas ladeiras e sendo feliz conhecendo tudo.

 

Chenin de la Cornich

 

 A primeira refeição no hostel de Luxemburgo. Ambiente agradável, né?

 

Além da ida para Vianden – peguei o trem na Estação Central. Sabe aquele ticket que você compra para usar o transporte válido para o dia inteiro? Pois é. Comprei esse por 4 euros e dá direito até para usar esse trem que vai para Vianden (e todos os outros ônibus necessários). Muito bom!

 

 Castelo de Vianden

 

Região da Alsácia, na França (Estrasburgo e Colmar)

 

Estrasburgo

 

De Luxemburgo para Estrasburgo eu comprei passagem de ônibus, com a FlixBus, comprei antecipado e paguei 12,99 euros (em média 4 horas de viagem)

 

Onde fiquei: City Residence Access Strasbourg – é tipo um apart hotel, com frigobar, cooktop, utensílios para cozinhar, bem bacaninha. Cama super confortável. Chuveiro bom. Não é do ladinho da Petite France, mas dá para ir caminhando. Foi o que fiz todos os dias rs.

 

Idioma: Francês. Ouvi bastante o Alemão também, já foi território Alemão. Além do inglês, que quase todos falam.

 

Moeda: Euro

 

Chip: usei o mesmo da Orange que comprei em Luxemburgo

 

O que eu fiz: O bom de lá é bater perna, foi o que mais fiz. A região da Petite France é uma gracinha, encantadora. Além disso, fiz o passeio de barco Batorama, visitei a Catedral de Notre Dame (linda), conheci a praça Gutenberg, com seu carrossel iluminado, andei pela Pont Couverts, experimentei a famosa Tarte Flambée.

 

 Estrasburgo

 

Fui também na cidade de Kehl, na Alemanha, que fica a 20 minutos de Estrasburgo, indo com o transporte público, o tran, pagando apenas 1,80 euros

 

 Em Kehl. Ali atrás, uma das pontes que ligam França e Alemanha

 

Colmar

 

De Estrasburgo para Colmar também fui com o FlixBus, comprei antecipado e paguei 7,99 euros.

 

 

Onde fiquei: Chez Cécile et Myriam e SUPER INDICO!! É tipo uma pousadinha bem familiar (e você se sente da família mesmo rs), com vinícola, e do ladinho da Petite Venise.

 

Moeda, idioma e chip – Tudo igual a Estrasburgo

 

O que eu fiz: Assim como em Estrasburgo e toda a região da Alsácia, o ideal é bater perna mesmo, caminhar e se encantar com toda a beleza. As flores, as casinhas, as cegonhas (tem muitasss, nunca tinha visto uma de verdade hehe). É tudo tão fofo, que eu nem acreditava estar ali.  Fiz o passeio com um trenzinho de turismo, tipo o trenzinho da alegria da nossa infância rs.

 

 Petite Venise

 

Estando em Colmar, eu visitei e conheci outras cidadezinhas da região da Rota do Vinho. Fui para Eguisheim a pé!! Que louca!! Hahaha. Tem a opção de ir de bike, de ônibus, mas eu quis ir caminhando. Foi uma senhora pernada, tá!? Mas sobrevivi.

 

 Caminhando e conhecendo tudo pelo caminho

 

E também fiz a maior parte da Rota do Vinho de bike, sozinha mesmo, estava com medinho, mas foi INCRÍVEL. Lá é tudo muito bem preparado para ciclistas também. Faça, sem medo! É demais! Passei o dia inteiro pedalando e conhecendo várias cidadezinhas. As duas que parei e fiquei mais tempo (estacionei a bike rs) foram: Ribeauville e Riquewihr. A bike eu aluguei na pousada mesmo. A Cécile me ajudou muito. E a Paula, uma portuguesa que trabalha lá, foi a intérprete hehe. (Como já falei anteriormente, esse post é só um resumo do roteiro, depois vou detalhar tudo)

 

 Me aventurando de bike pela Rota do Vinho

 Pelas ruas de Riquewihr

Suiça

 

De Colmar para Lauterbrunnen, a primeira cidade da Suiça que fiquei, eu fui de trem. Comprei diretamente na estação de trem de Colmar. Comprei bilhete único até Basel. E lá adquiri o Swiss Travel Pass, que dá direito de andar de trem, ônibus, barco, além de descontos em várias atrações. É um valor um pouco salgado, mas dependendo do que você for fazer, vale a pena. No meu caso, super valeu a pena.

 

Para saber mais sobre o Swiss Travel Pass, acesse o site 

 

Então de Basel > Interlaken > Lauterbrunnen eu já fiz utilizando meu Swiss Travel Pass. Eu adquiri na loja da SBB na estação de Basel mesmo.

 

Moeda: É o Franco Suiço. Troquei no Brasil mesmo, nas casas de câmbio. Alguns lugares aceitam o Euro também, mas é aconselhável levar o Franco Suiço.

 

Idioma: Eu fiquei mais na parte alemã da Suiça, então o idioma predominante é o Alemão, mas quase todo mundo fala Inglês, entre outras línguas. É bonito de se ver rs.

 

Um depoimento muito importante: já pelas janelas do trem, meu coração transbordava de felicidade e emoção de ver aquelas paisagens lindas da Suiça. Assim que coloquei o pé em Lauterbrunnen, eu chorei de emoção por estar ali. Então, se você tem vontade de conhecer a Suiça (essa dica vale para qualquer outro lugar), vá! Sei que não é um dos lugares mais baratos, mas posso te dizer que é possível! Com economia, planejamento, dá tranquilo. Vai por mim! Eu fui! E foi um dos lugares mais incríveis que já conheci. Até hoje tento descrever tudo que vi, mas não consigo. Vou tentar nos próximos posts.

 

Lauterbrunnen

 

Dê apenas uma pequena busca no Google sobre esse lugar. A primeira imagem que você vai ver é da cachoeira “no meio da estrada” e aquela montanha linda de fundo, certo? Foi isso que vi assim que sai da estação de trem. E esse foi minha vista nos dias que passei por lá, já que meu hostel era exatamente nessa rua. Fazia minhas refeições olhando para esse visual <3

 

 Foi essa a cena que vi assim que sai da estação de trem <3

 

Onde fiquei: Valley Hostel – muito bem localizado (do lado da estação de trem), a vista é maravilhosa, tem cozinha e utensílios à disposição, banheiros fora do quarto, mas são bons. Bem organizado. Talvez o detalhe mais diferente é que você tem que tirar o calçado lá na recepção e deixar por lá. Eles oferecem um chinelinho para entrar nos quartos, o que achei bem bacana, até porque os sapatos sempre voltam com muito barro, sujos e tal, então, achei legal.

 

Fiquei lá de 20 até 24 de junho, pois tem muitas coisas para fazer pela região. Vou contar um pouco do que fiz: além de passear ali pela rua, contemplar a beleza da Cachoeira Staubbauch, eu aproveitei muito meu Swiss Pass Travel fazendo muitos passeios.

 

 Lauterbrunnen

 

Fui para Interlaken, no centrinho da cidade tem o lugar de pouso dos paragliding que é muito legal ficar observando (inclusive você pode fazer o voo, eu deixei para a próxima rs);

 

 Interlaken

 

Depois segui para o Harderkulm, que é um funicular que te leva até o topo da montanha Harder Kulm e a vista lá de cima é incrível. O Swiss Pass te dá 50% de desconto ( os preços variam por período, mas em junho eu paguei 19 francos suíços).

 

Harder Kulm

 

Nesse mesmo dia fui no Lago Blausee, outro passeio imperdível pela região. Fui de trem até a estação Frutigen e lá peguei o ônibus 230, que para bem na saída da estação. Muito fácil. Tudo isso usando meu Swiss Pass, não custa lembrar rs. E tem um ponto bem na frente da entrada do Lago. Não tem como se perder. Valor para entrar no parque foi de 8 Francos Suiços, que também te dá direito ao passeio de barco que tem lá dentro.

 

 Lago Blausee

 

No dia seguinte fui para a Schilthorn, outra montanha show de bola na região, a famosa do filme do 007. O mais bacana de tudo é que, quem tem o Swiss Pass Travel, não paga mais para ir até lá (pra quem não tem, o valor nesse dia era de 105 Francos Suiços). De Lauterbrunnen pra lá eu peguei o ônibus 141 (tem ponto bem pertinho do hostel) e parei em Stechelberg. Descendo ali você já vai ver a estação de bondinhos para fazer a subida. São 4 paradas para chegar até o último pico, que é a Schilthorn. Inclusive você pode ir descendo e subindo nessas paradas, que são outros vilarejos lindos. Eu desci só na volta e escolhi conhecer Murren. Faça isso também. Murren é tão gracinha, que dá vontade de colocar num potinho e trazer pra casa.  Ah, lá em cima, na Schilthorn, tem um restaurante panorâmico que gira 360º, é muuuuito maneiro. Ah, mesmo no verão, nessa altitude de 2970 metros, é frio. Inclusive fiz meu primeiro bonequinho de neve lá, então vá preparado (a).

 

 Schilthorn

 

 Meu primeiro boneco de neve! Lindo hahaha

 Eu e a vaquinha na tranquilidade da vila de Murren

 

Jungfraujoch Top of Europe, esse era um dos meus passeios mais aguardados. Para esse passeio reserve, praticamente, o dia inteiro. São quase 4 horas somente a ida e volta com o trem. São dois caminhos que você pode fazer partindo de Interlaken, por Lauterbrunnen ou/e Grindelwald. Eu fui por Lauterbrunnen, pois já estava lá. Quem tem o Swiss Pass Travel tem 25% de desconto para subir a partir de Kleine Scheidegg, que foi onde eu parei para comprar o ticket (já que até lá meu Swiss Pass era válido). O valor é bem alto (cerca de 210 Francos Suiços para a segunda classe), mas vale o investimento. Já que está lá na Suiça, tem que fazer esse passeio rs.

 

Encantada, olhando pela janela do trem. 

 

Eu não conseguia me conter de tanta felicidade de ver aquela neve toda. É algo surreal! Fiz uma caminhada na neve, com a amiga Flávia, que conheci lá, que foi irada! Dizem que é de 40 minutos, mas levamos quase 2 só para chegar até o final da “trilha”. E tive uma queimadura horrível no rosto e nas mãos, nos lugares que estavam desprotegidos de roupa. A neve queima, meu bem. Além do sol que tinha.

 

 Topo da Europa: eu fui!!

 Trilha na neve: eu fiz!! rs

 

Lembrando mais uma vez: nos próximos posts vou detalhar tudinhooo!!

 

Passeio de barco pelo Lago Brienz. Depois de encarar a montanha e a caminhada ainda sobrou tempo para aproveitar outras atrações. Inclusive com gratuidade para quem tem o Swiss Travel Pass (Tá vendo a quantidade de vantagem que ele tem? rs). Pois bem, voltei para Interlaken e de lá fui fazer o passeio do Lago Brienz, com um super barco bacana. Você também pode fazer o passeio pelo Thun, esse não deu tempo para fazer. Mas também é incluso no Swiss Travel Pass.

 

 Tomando aquele chocolate quente maroto no barco e admirando o Lago Brienz

 

E como os dias escurecem bem tarde nessa época do ano, ainda tive tempo de ir até Grindelwald, outra cidade bonitinha, que tem a Montanha First, mas essa eu não fui.

 

Grindelwald

 

Bem, isso foi um resumo do que fiz e não deve ser nem 10% das coisas que tem para fazer na região de Interlaken, que é demais. Então, se você está querendo conhecer a Suiça e não sabe onde ir, por onde começar, te digo COM TODAS AS LETRAS E DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO: Vá para essa região. Sério mesmo. É tudo que imaginei e mais um pouco.

 

Zermatt

 

Minha próxima cidade-base foi Zermatt. E vou dizer o motivo de eu escolher. Aliás vou explicar o motivo da escolha das duas próximas cidades: Zermatt e St. Moritz. O motivo: realização do sonho de andar com o Glacier Express. Sabe aquele trem panorâmico de quase todos os vídeos que aparecem nas redes sociais? Esse mesmo. Meu sonho!!!

 

Ele é lento e a viagem completa leva quase 8 horas e é de Zermatt até St. Moritz. Por isso minha escolha. Mas teve um pequeno probleminha no “meio do caminho”... Já conto rs.

 

Onde fiquei: Hotel Bahnhof – Gente esse hostel é na frente da estação de trem. Exatamente na frente. Só atravessar a rua. Fiquei até surpresa. Sabia que era perto, mas nem tanto. Muito bom. Além da ótima localização, tem uma cozinha bem equipada, tudo bem limpinho. Banheiros fora do quarto. Foi muito tranquilo. Super indico também.

 

Além disso, o hostel tem vista para a Matterhorn, a famosa montanha estampada na embalagem do toblerone.

 

O deslocamento de Lauterbrunnen para Zermatt eu fiz de trem, levou aproximadamente 4 horas.

 

O que eu fiz: Os passeios mais procurados por Zermatt são as subidas nas montanhas Matterhorn Glacier Paradise ou Gornergrat, até para ver a Matterhorn mais de perto. Já na minha programação de roteiro, eu deixei essa opção em aberto, pois iria depender da minha vontade no dia. Acabei não subindo, pois já tinha feito outras montanhas nos dias anteriores e, “de baixo” também dava para ver a Matterhorn, inclusive madruguei para ver o nascer do sol, que reflete na montanha e fica em tom vermelho, é um espetáculo a parte. Vi da sacadinha do hostel mesmo.

 

Então eu optei por ficar mais de boa por lá, caminhar mais, curtir o visual, o clima da cidadezinha, que é uma delícia. Experimentei o Raclette, que é um prato típico da região, tomei muito sorvete, sentei, caminhei, suspirei hehe. A cidade é muito fofa.

 

 Zermatt - Matterhorn

 

Ahhh, importante, tenha sempre uma garrafinha de água em mãos para encher GRATUITAMENTE nas “bicas” que tem pelas ruas. A água é melhor que a mineral vendida dos mercados. E de graça! (Não só em Zermatt, mas em todos as cidades que passei nessa viagem, a água era assim).

 

Glacier Express

 

Gente, o meu maior sonho, quando pensava em ir para a Suiça, era fazer essa viagem com o Glacier Express, o trem panorâmico. Pois bem. Pelas minhas pesquisas, o portador do Swiss Pass Travel não precisa comprar bilhete, mas tem um pequeno valor para RESERVAR assento. E a reserva é obrigatória e precisa ser feita de forma antecipada. Quando eu fui fazer a reserva, faltando um mês para a viagem, já não tinha mais poltrona disponível para o trajeto Zermatt > St Moritz, no dia 26, que eu já tinha feito toda a programação pensando nisso. Fiz reservas nessas cidades, principalmente por conta do trem.

 

Pensa no meu desespero. Troquei muitos e-mails com o pessoal do Glacier, através  do site oficial e eles foram muito atenciosos. Tentamos muitas coisas e, no final, acabei optando por ir com o trem “normal” até Brig (que era a próxima saída do Glacier) e de lá fui até o final do trajeto, que é St. Moritz. Ainda bem que consegui uma boa solução, mas fiquei enlouquecida hahaha.

 

No momento da reserva, de forma antecipada, eles me passaram um código e com esse código em mãos, fui até a loja da SBB, na estação de Brig, retirei o bilhete e paguei o valor da reserva (43 Francos Suiços, lembrando que é só a reserva. Como eu tinha o Swiss Pass Travel não era necessário comprar o bilhete, que é bem mais salgado – outra facilidade do Swiss Pass rs). Foi super de boa.

 

Nem preciso dizer que a viagem com o Glacier Express é incrível. Imagino que no auge do inverno as paisagens devem ficar ainda mais encantadoras, mas mesmo nessa época vale a pena.

 

 

St Moritz

 

Cheguei em St Moritz já era tarde, passava das 9 da noite e nessa hora não tinha mais o busão que eu tinha pesquisado, que sairia da estação e me deixaria na porta do hostel. O que eu fiz? Fui caminhando hehe.

 

Onde fiquei: St. Moritz Youth Hostel, super indico também. As minhas pesquisas com antecedência deram super certo até o momento. Hostel super tranquilo, bem localizado, atendimento show de bola (inclusive tem uma brasileira lá), café da manhã incluso, bem bom. E como eu cheguei tarde, eles deixaram um recadinho na porta de entrada com meu nome e com todas as informações que eu precisava para entrar no quarto. Achei fofo. Além disso, eles me deram um cartão que eu poderia andar nos transportes públicos, bondinhos e ir em algumas atrações turísticas, inclusive na montanha, de graça. Apenas mostrando o cartão. Demais!

 

O que eu fiz: bem pertinho do hostel, tem um lago gigante, com uma natureza perfeita e é ótimo para caminhar ali. Foi o que fiz. Emocionada!! Haha. Caminhei pela St. Moritz Dorf, que é a parte bem chique da cidade, só loja de marcas. Um lugar beeeeem rico mesmo. Fui na Leaning Tower, que é uma torre tipo a de Pisa, uma irmãzinha dela rs.

 

 Lago de St Moritz

 

Leaning Tower

 

Como tinha o cartão, a amiga brasileira do hostel, não deixou eu ir embora sem subir na montanha. Ela me indicou Corviglia. Subida com o bondinho e tal (de Corviglia eu iria subir até Piz Nair, o ponto mais alto, mas naquele dia estava fechado). Mas já valeu o passeio. A vista lá de cima é linda. E eu ainda fiz uma parte caminhando (de Chantarella até Signal) para descer por outro caminho, que a brasileira também me indicou fazer. A caminhada, apesar de cansativa por conta do calor e das subidas, foi muito legal, a vista é surreal.

 

 Pelas montanhas de St Moritz

 

Zurique

 

Como já disse lá no início, Zurique entrou na rota, pois o voo de volta mais em conta foi por lá. Mas reservei um dia (chegaria a tarde e meu voo era no outro dia a tarde) para conhecer a cidade.

 

Onde fiquei: City Backpacker Biber – bem, esse infelizmente eu não “super indico”. Na verdade, quando estava pesquisando as opções de hospedagem por lá, achei tudo muito caro. Principalmente os mais bem localizados, que era a minha busca. Acabei optando por esse, mesmo sabendo que não era muito bacaninha. O ruim dele são as escadas. Muitas escadas. Gente, sério. Estava um calor infernal lá, eu peguei aquela onda de calor da Europa, sabe? Que foi noticiada no mundo inteiro. Pois bem. Foi terrível minha chegada lá.

 

O problema foi o seguinte: eu tinha planejado deixar minha mala grande nos armários da estação de trem. Iria levar apenas algumas coisas para passar um dia (assim, aqueles vários lances de escada, não seriam problema), mas quando cheguei na estação descobri que o tempo máximo para deixar a bagagem nos armários era de 6 horas. Passando disso, eu teria que voltar lá, abrir o armário e fazer novo pagamento. Ou seja, não era nada interessante pra mim, já que eu teria que ir no meio da noite e madrugada fazer isso. E assim tive que carregar a mala comigo.

 

Já cheguei no hostel colocando os bofes pra fora. Fui caminhando da estação até lá (uns 15 minutos). E quando me deparei logo na entrada com um portinha pequena e escadas, estreitinha, com várias curvas e que não acabava mais até chegar na recepção (lá em cima). Nem acreditei. Foi muito ruim.

 

Como eu queria só ter lugar para dormir e um chuveiro para tomar banho, esse hostel estaria de bom tamanho, mas para quem tem mala, não indico.

 

Mas o ponto positivo dele é a localização. Na cara do gol. Na rua principal e mais movimentada de Zurique e por um precinho mais camarada, que é difícil achar na cidade.

 

O que eu fiz por lá: Não muita coisa, confesso. Nesse dia da chegada, apenas desci para conhecer ali perto do hostel, achei algo para comer e fui deitar. No outro dia, acordei cedo e fui bater perna, como sempre. Fui na Lindenhof, que é uma praça bem bonitinha de Zurique e com uma vista linda. Rende várias fotinhos. Caminhei pela  margem do Rio Limmat, sentindo a energia do local, era cedo ainda, estava uma atmosfera deliciosa. Inclusive caprichei na escolha do café da manhã, bem de frente para essa vista. Fui no Gran Café Motta. Alimentei os patinhos no Lago de Zurique. Fui na Grossmünster, a Igreja Protestante, agradecer pela viagem. E tinha uma orquestra ensaiando por lá. Lindo, lindo. Enfim, caminhei por lá até onde o calor me permitiu rs. Depois decidi ir mais cedo para o aeroporto para aproveitar o ar condicionado hehe.

 

Lindenhof - Zurique

 

Voltei para o Brasil com voo saindo de Zurique, conexão em Paris e São Paulo e, enfim, chegada em Florianópolis <3

 

Resumindo:

 

Luxemburgo – base: Luxemburgo

França (Alsácia) – base: Estrasburgo e Colmar

Suiça: base: Lauterbrunnen, Zermatt, St Moritz e Zurique

 

Espero que tenham gostado do roteiro e das dicas. Durante a viagem, algumas pessoas me pediram o roteiro e ele está aí. Logo eu vou postando as informações detalhadas de cada lugar. Lembrando que no meu Instagram (feed e destaques) tem muuuitas informações sobre a viagem. Fiquem à vontade. Qualquer dúvida, podem me perguntar :D

 

E quando for fazer reserva de hospedagem, faça com meu link do Booking, assim você vai me ajudar a continuar com esse trabalho <3

 

 

 

 

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