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Um roteiro incrível: Luxemburgo, Alsácia na França, Suiça e uma passadinha na Alemanha

Em junho deste ano, eu embarquei em mais uma viagem inesquecível! Acredito que, mesmo viajando sozinha, muitas pessoas embarcaram junto comigo através de fotos, vídeos e de toda a emoção que senti passando por cada lugar surreal, que é até difícil explicar.


Ao longo dos dias que passei por lá, recebi diversas mensagens de pessoas que também estavam apaixonadas por aqueles lugares. Por isso vou iniciar uma série de postagens com dicas e informações dessa viagem. Vou iniciar com um resumo de tudo que fiz e como planejei. Espero que te ajude e inspire para organizar e planejar sua próxima viagem dos sonhos <3


Decidindo os destinos


Essa não é uma tarefa fácil, vamos combinar. Mas eu tenho uma “pequena” lista de lugares que quero conhecer e, sempre vou organizando as viagens de acordo com esses sonhos. Muito bem. Eu tinha uma vontade imensa de conhecer uma cidadezinha chamada Colmar, que fica na região da Alsácia na França e também sonhava em conhecer a Suiça. E quem não, né? rs


Mas, principalmente a Suiça, sempre achei que fosse demorar um pouquinho mais, pois sempre li que lá é muuuuuito caro e tal. Mas vou contar um segredinho: com um planejamento bacana e algumas economias, dá pra ir sim. Eu fui! Sou prova viva disso!! #FicaaDica


Muito bem, com esses dois lugares na topo da lista, fui desenhando meu roteiro. É bom você pesquisar tuuuudo, como:


- A distância de um lugar para outro;

- Quais os meios de transporte para fazer esses trajetos;

- Quais os valores – uma média – de fazer a viagem de uma cidade para outra (um país para outro);

- Dar uma boa pesquisada nos valores de hotéis;

- Pesquisar valores de voos a partir da sua cidade. É bom ver a ida e volta para o mesmo destino, depois conferir ida e volta em destinos diferentes (por exemplo: chegando em alguma cidade da Suiça e indo embora por uma cidade da França).


Esses são apenas alguns pontos das minhas pesquisas para definir os destinos da minha viagem. Foi por conta dessas pesquisas que Luxemburgo entrou no roteiro.


Luxemburgo?


Confesso que até pouco tempo, eu nem sabia que Luxemburgo era um país (juro!) e não estava no “top 25” da minha lista de lugares para conhecer rs. Mas, nessas pesquisas de voos (depois de pesquisar muuuuito e ver que estava muito caro qualquer simulação chegando na Suiça, França e até mesmo pela Áustria), eu achei uma passagem bem mais em conta – mais de mil reais de diferença das pesquisas anteriores – chegando por Luxemburgo e indo embora por Zurique. Meus olhinhos brilharam. Bastou eu dar uma leve pesquisada no Google para me apaixonar por Luxemburgo e ver que era muuuito perto da região da Alsácia. E melhor: que tinha um ônibus saindo de Luxemburgo em direção a Estrasburgo (na Alsácia) que custava apenas 12 euros. Pronto! Decidi e comprei essa passagem.


Definido destino de ida e volta e agora?


Meu voo de ida era no dia 08 de junho, chegando dia 09 em Luxemburgo. E o voo de volta dia 29, final de tarde. Ou seja, teria praticamente 20 dias para aproveitar. Então bora montar o “quebra-cabeças”. Confesso que amo. Dá um trabalhinho, mas amo rs.


Reservei 4 dias para Luxemburgo (de 09 até 13.06), já que no primeiro dia, eu já iria chegar a tarde, até chegar no hotel e tal, não iria conseguir fazer muitas coisas. Contei dois dias inteiros para conhecer a cidade de Luxemburgo (que tem o mesmo nome do país) e mais um dia para ir até Vianden. Uma cidadezinha próxima que vale a pena conhecer.


Depois defini 7 dias para a região da Alsácia, na França ( de 13 até 20.06). Escolhendo as duas maiores cidades como base: Estrasburgo e a minha amada e tão sonhada Colmar. Sendo que, partindo dessas duas, eu planejei conhecer as outras cidadezinhas que fazem parte da região, a famosa “Rota do Vinho”. Ah, e ainda tive a sorte de conhecer uma cidade alemã, chamada Kehl.


E por fim, como meu voo de volta era por Zurique, deixei a Suiça por último e aproveitando 9 dias por lá ( de 20 até 29.06). Vivendo um sonho. Com certeza. Mas definir que lugares da Suiça eu iria conhecer, foi o que me deu mais “trabalho”, claro, aquele trabalho MARAVILHOSO que todo mundo quer ter. Pois bem, o que eu queria era ver neve (mesmo no verão), queria ver aqueles cenários encantadores com montanhas de neve, casinhas apaixonantes, contrastando com aqueles lagos com cores surreais e, claro, ver as famosas vaquinhas com seus sininhos no pescoço e fazer o passeio com o trem panorâmico Glacier Express. E assim eu escolhi como base: Lauterbrunnen, Zermatt, St. Moritz e Zurique. E vou dizer que foi a melhor escolha!


Agora um resumo de todos os lugares


Luxemburgo


Onde fiquei: Hostel Luxemburgo – Youth Hostel Luxembourg City


Como viajei sozinha, procurei ficar em Hostels, o que facilita para fazer amizades e geralmente fica mais em conta. Esse hostel fica em um lugar lindo, do lado das Casamatas de Bock, da Chenin de la Corniche que é considerada a vista mais linda da cidade e próximo também do Centro Histórico, com todos seus pontos turísticos. Fiz praticamente tudo a pé por lá. Gostei de tudo no hostel: a localização, o atendimento, a limpeza, o café da manhã incluso no valor, as opções de comida do restaurante e tudo o mais. A única coisa ruim são os chuveiros. Sabe aqueles que você tem que ficar apertando o tempo todo para a água não parar, tipo torneira de aeroporto? Pois bem, é assim, além de sair pouca água. Mas, enfim, dá pra sobreviver hehehe


Idioma: Lá eles falam luxemburguês, francês e o alemão. Mas tem muuuita gente que fala português (de Portugal) e quase todos falam inglês. A gente fica até com vergonha. Mal sabemos falar o português corretamente e eles falando 5 idiomas tranquilamente, mas enfim rs


Moeda: a moeda é o Euro


Chip celular: Comprei na Orange (em frente a Praça das Armas, por 13 euros – vale por toda Europa)


Transporte público: eu peguei o ônibus na frente do aeroporto para ir até próximo do hostel. O valor foi de 2 euros (válido por duas horas) e 4 euros (válido para usar o dia inteiro). Funciona muito bem.


O que eu fiz (É um resumo tá? Nos próximos posts vou detalhar tudo): Le Grund; Chenin de la Cornich; Cercle Cite; Praça das Armas; Centro Histórico; Praça de La Constituicion; Ponte Adolfo; Catedral de Notre Dame; Palácio Ducal; Chocolate House; Elevador Panorâmico; Casamatas de Bock e me “perdi” por lá, subindo e descendo muitas ladeiras e sendo feliz conhecendo tudo.


Chenin de la Cornich


A primeira refeição no hostel de Luxemburgo. Ambiente agradável, né?


Além da ida para Vianden – peguei o trem na Estação Central. Sabe aquele ticket que você compra para usar o transporte válido para o dia inteiro? Pois é. Comprei esse por 4 euros e dá direito até para usar esse trem que vai para Vianden (e todos os outros ônibus necessários). Muito bom!


Castelo de Vianden


Região da Alsácia, na França (Estrasburgo e Colmar)


Estrasburgo


De Luxemburgo para Estrasburgo eu comprei passagem de ônibus, com a FlixBus, comprei antecipado e paguei 12,99 euros (em média 4 horas de viagem)


Onde fiquei: City Residence Access Strasbourg – é tipo um apart hotel, com frigobar, cooktop, utensílios para cozinhar, bem bacaninha. Cama super confortável. Chuveiro bom. Não é do ladinho da Petite France, mas dá para ir caminhando. Foi o que fiz todos os dias rs.


Idioma: Francês. Ouvi bastante o Alemão também, já foi território Alemão. Além do inglês, que quase todos falam.


Moeda: Euro


Chip: usei o mesmo da Orange que comprei em Luxemburgo


O que eu fiz: O bom de lá é bater perna, foi o que mais fiz. A região da Petite France é uma gracinha, encantadora. Além disso, fiz o passeio de barco Batorama, visitei a Catedral de Notre Dame (linda), conheci a praça Gutenberg, com seu carrossel iluminado, andei pela Pont Couverts, experimentei a famosa Tarte Flambée.


Estrasburgo


Fui também na cidade de Kehl, na Alemanha, que fica a 20 minutos de Estrasburgo, indo com o transporte público, o tran, pagando apenas 1,80 euros


Em Kehl. Ali atrás, uma das pontes que ligam França e Alemanha


Colmar


De Estrasburgo para Colmar também fui com o FlixBus, comprei antecipado e paguei 7,99 euros.


Onde fiquei: Chez Cécile et Myriam e SUPER INDICO!! É tipo uma pousadinha bem familiar (e você se sente da família mesmo rs), com vinícola, e do ladinho da Petite Venise.


Moeda, idioma e chip – Tudo igual a Estrasburgo


O que eu fiz: Assim como em Estrasburgo e toda a região da Alsácia, o ideal é bater perna mesmo, caminhar e se encantar com toda a beleza. As flores, as casinhas, as cegonhas (tem muitasss, nunca tinha visto uma de verdade hehe). É tudo tão fofo, que eu nem acreditava estar ali. Fiz o passeio com um trenzinho de turismo, tipo o trenzinho da alegria da nossa infância rs.


Petite Venise

Estando em Colmar, eu visitei e conheci outras cidadezinhas da região da Rota do Vinho. Fui para Eguisheim a pé!! Que louca!! Hahaha. Tem a opção de ir de bike, de ônibus, mas eu quis ir caminhando. Foi uma senhora pernada, tá!? Mas sobrevivi.


Caminhando e conhecendo tudo pelo caminho

E também fiz a maior parte da Rota do Vinho de bike, sozinha mesmo, estava com medinho, mas foi INCRÍVEL. Lá é tudo muito bem preparado para ciclistas também. Faça, sem medo! É demais! Passei o dia inteiro pedalando e conhecendo várias cidadezinhas. As duas que parei e fiquei mais tempo (estacionei a bike rs) foram: Ribeauville e Riquewihr. A bike eu aluguei na pousada mesmo. A Cécile me ajudou muito. E a Paula, uma portuguesa que trabalha lá, foi a intérprete hehe. (Como já falei anteriormente, esse post é só um resumo do roteiro, depois vou detalhar tudo)


Me aventurando de bike pela Rota do Vinho

Pelas ruas de Riquewihr

Suiça


De Colmar para Lauterbrunnen, a primeira cidade da Suiça que fiquei, eu fui de trem. Comprei diretamente na estação de trem de Colmar. Comprei bilhete único até Basel. E lá adquiri o Swiss Travel Pass, que dá direito de andar de trem, ônibus, barco, além de descontos em várias atrações. É um valor um pouco salgado, mas dependendo do que você for fazer, vale a pena. No meu caso, super valeu a pena.


Para saber mais sobre o Swiss Travel Pass, acesse o site


Então de Basel > Interlaken > Lauterbrunnen eu já fiz utilizando meu Swiss Travel Pass. Eu adquiri na loja da SBB na estação de Basel mesmo.


Moeda: É o Franco Suiço. Troquei no Brasil mesmo, nas casas de câmbio. Alguns lugares aceitam o Euro também, mas é aconselhável levar o Franco Suiço.


Idioma: Eu fiquei mais na parte alemã da Suiça, então o idioma predominante é o Alemão, mas quase todo mundo fala Inglês, entre outras línguas. É bonito de se ver rs.


Um depoimento muito importante: já pelas janelas do trem, meu coração transbordava de felicidade e emoção de ver aquelas paisagens lindas da Suiça. Assim que coloquei o pé em Lauterbrunnen, eu chorei de emoção por estar ali. Então, se você tem vontade de conhecer a Suiça (essa dica vale para qualquer outro lugar), vá! Sei que não é um dos lugares mais baratos, mas posso te dizer que é possível! Com economia, planejamento, dá tranquilo. Vai por mim! Eu fui! E foi um dos lugares mais incríveis que já conheci. Até hoje tento descrever tudo que vi, mas não consigo. Vou tentar nos próximos posts.


Lauterbrunnen


Dê apenas uma pequena busca no Google sobre esse lugar. A primeira imagem que você vai ver é da cachoeira “no meio da estrada” e aquela montanha linda de fundo, certo? Foi isso que vi assim que sai da estação de trem. E esse foi minha vista nos dias que passei por lá, já que meu hostel era exatamente nessa rua. Fazia minhas refeições olhando para esse visual <3


Foi essa a cena que vi assim que sai da estação de trem <3


Onde fiquei: Valley Hostel – muito bem localizado (do lado da estação de trem), a vista é maravilhosa, tem cozinha e utensílios à disposição, banheiros fora do quarto, mas são bons. Bem organizado. Talvez o detalhe mais diferente é que você tem que tirar o calçado lá na recepção e deixar por lá. Eles oferecem um chinelinho para entrar nos quartos, o que achei bem bacana, até porque os sapatos sempre voltam com muito barro, sujos e tal, então, achei legal.


Fiquei lá de 20 até 24 de junho, pois tem muitas coisas para fazer pela região. Vou contar um pouco do que fiz: além de passear ali pela rua, contemplar a beleza da Cachoeira Staubbauch, eu aproveitei muito meu Swiss Pass Travel fazendo muitos passeios.


Lauterbrunnen


Fui para Interlaken, no centrinho da cidade tem o lugar de pouso dos paragliding que é muito legal ficar observando (inclusive você pode fazer o voo, eu deixei para a próxima rs);


Interlaken


Depois segui para o Harderkulm, que é um funicular que te leva até o topo da montanha Harder Kulm e a vista lá de cima é incrível. O Swiss Pass te dá 50% de desconto ( os preços variam por período, mas em junho eu paguei 19 francos suíços).


Harder Kulm


Nesse mesmo dia fui no Lago Blausee, outro passeio imperdível pela região. Fui de trem até a estação Frutigen e lá peguei o ônibus 230, que para bem na saída da estação. Muito fácil. Tudo isso usando meu Swiss Pass, não custa lembrar rs. E tem um ponto bem na frente da entrada do Lago. Não tem como se perder. Valor para entrar no parque foi de 8 Francos Suiços, que também te dá direito ao passeio de barco que tem lá dentro.


Lago Blausee


No dia seguinte fui para a Schilthorn, outra montanha show de bola na região, a famosa do filme do 007. O mais bacana de tudo é que, quem tem o Swiss Pass Travel, não paga mais para ir até lá (pra quem não tem, o valor nesse dia era de 105 Francos Suiços). De Lauterbrunnen pra lá eu peguei o ônibus 141 (tem ponto bem pertinho do hostel) e parei em Stechelberg. Descendo ali você já vai ver a estação de bondinhos para fazer a subida. São 4 paradas para chegar até o último pico, que é a Schilthorn. Inclusive você pode ir descendo e subindo nessas paradas, que são outros vilarejos lindos. Eu desci só na volta e escolhi conhecer Murren. Faça isso também. Murren é tão gracinha, que dá vontade de colocar num potinho e trazer pra casa. Ah, lá em cima, na Schilthorn, tem um restaurante panorâmico que gira 360º, é muuuuito maneiro. Ah, mesmo no verão, nessa altitude de 2970 metros, é frio. Inclusive fiz meu primeiro bonequinho de neve lá, então vá preparado (a).


Schilthorn

Meu primeiro boneco de neve! Lindo hahaha

Eu e a vaquinha na tranquilidade da vila de Murren


Jungfraujoch Top of Europe, esse era um dos meus passeios mais aguardados. Para esse passeio reserve, praticamente, o dia inteiro. São quase 4 horas somente a ida e volta com o trem. São dois caminhos que você pode fazer partindo de Interlaken, por Lauterbrunnen ou/e Grindelwald. Eu fui por Lauterbrunnen, pois já estava lá. Quem tem o Swiss Pass Travel tem 25% de desconto para subir a partir de Kleine Scheidegg, que foi onde eu parei para comprar o ticket (já que até lá meu Swiss Pass era válido). O valor é bem alto (cerca de 210 Francos Suiços para a segunda classe), mas vale o investimento. Já que está lá na Suiça, tem que fazer esse passeio rs.


Encantada, olhando pela janela do trem.


Eu não conseguia me conter de tanta felicidade de ver aquela neve toda. É algo surreal! Fiz uma caminhada na neve, com a amiga Flávia, que conheci lá, que foi irada! Dizem que é de 40 minutos, mas levamos quase 2 só para chegar até o final da “trilha”. E tive uma queimadura horrível no rosto e nas mãos, nos lugares que estavam desprotegidos de roupa. A neve queima, meu bem. Além do sol que tinha.


Topo da Europa: eu fui!!