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Chile no Verão – 5 dias em Santiago

Olá, amigos viajantes, tudo bem?


Comigo tudo ótimo, novo ano, novos desafios, novas experiências, novas viagens!!! Por falar nisso, encerrei 2019 e iniciei 2020 em uma viagem. Viagem essa que vou contar agora. Escolhi passar meu Reveillon no Chile e essa trip rendeu muitas histórias para contar. Ô se rendeu!!! rs


Para começo de conversa, quando pensamos em Chile o que nos vem à cabeça é o frio, a neve, as pistas de esqui, essas coisas típicas do inverno, não é mesmo? Afinal, o país é um dos destinos mais procurados durante a estação mais fria do ano, mas o Chile também tem muitos atrativos durante o verão, e é bem interessante também.


E também escolhemos passar a virada de ano lá, pois lendo sobre, vimos que era diferente, que as pessoas não costumam usar branco, que não tem muito a tradição de soltar fogos, que as pessoas usam fantasias e adereços, tipo o nosso carnaval aqui no Brasil, mas... Não conseguimos ver muito isso por conta das manifestações*.


* Leia uma matéria que saiu logo após o Reveillon e que resume um pouco do que acompanhamos por lá: matéria da Folha de São Paulo


Bem, só para contextualizar um pouco, eu e minha amiga Tamires havíamos programado a viagem e comprado as passagens e tudo mais, antes de começar tudo isso no Chile. Quando começou, e começou de forma bem surpreendente em TODO o país, ficamos um pouco receosas, pois as notícias que chegavam não eram boas, mas eu tinha esperança que até o final do ano as coisas já estariam resolvidas. Mas não estavam. Na verdade até estava um pouco mais tranquila a situação, só que nós ficamos EXATAMENTE onde tudo acontecia. Ficamos do lado da Praça Itália (a Praça Baquedano), que é o local onde tudo inicia. A imprensa chama de “ponto zero” do movimento. E por isso, vimos e passamos por muitas coisas por ali.


Ao longo do texto eu vou contando mais sobre as manifestações e como foi estar lá durante esses atos.


A ida


Nós fomos no dia 27 de dezembro, mas como o voo era 4h30 da manhã, podemos considerar que a vigem começou dia 26, já que nem dormimos hehe. O voo de ida teve duas conexões, em São Paulo e também em Assunção, no Paraguai. O tempo das conexões foi bem curtinho, por isso tivemos que apertar o passo, principalmente no Aeroporto de Guarulhos, pois o embarque foi bem longe de onde desembarcamos. Mas deu tudo certo, apesar de ser bem cansativo. Ainda bem que o voo de volta seria direto: Santiago > Florianópolis.


Floripa Airport - Iniciando mais uma viagem

Amanhecendo sobre dos nuvens


Chegando no Chile


Não tem como não se encantar com a chegada por lá. Da janelinha do avião você tem uma visão linda das Cordilheiras do Andes – fiquei só imaginando como deve ser no inverno, cheio de neve <3 – Mas mesmo nessa época, é de tirar o fôlego.


Cordilheira dos Andes pela janelinha do avião


Ah, um dica: acredito que a melhor visão na ida, é sentar na janelinha do lado direito do avião. E na volta, no lado esquerdo. Nós tivemos a sorte de estar nesses lugares, e a vista foi incrível.


Imigração


Bem, o processo já inicia dentro do avião. Nós recebemos um formulário da aeromoça, bem simples para responder. Lá você preenche com seus dados e também se está levando algo que tenha que declarar. Já preencha durante o voo e leve com você. Esse papel você vai entregar na saída do aeroporto. Vai ter um agente lá pedindo o papel para você.


Na imigração você vai pegar a fila de estrangeiros e, pra gente, foi bem tranquilo. Só conferiram nossos passaportes e perguntaram o endereço de onde ficaríamos por lá. Importante também dizer que a Policia de Investigaciones de Chile (PDI) entrega um documento de autorização para permanência no país, e você terá que entregar na volta. Portanto guarde bem rs. Esse documento nós também tivemos que mostrar no hostel para ficar isentas dos 19% que os Chilenos têm que pagar. Mostrando esse papel e pagando com dólar ou cartão, nós ficamos livres desse pagamento. Pelo menos essa é a política do hostel que ficamos. Não sei se é assim em todos.


Chegando em Santiago - Imigração

Saindo do Aeroporto de Santiago


Existem algumas maneiras de sair do aeroporto e ir para o centro da cidade, por exemplo. Mas nós optamos pelo meio mais barato (e também o mais demorado), mas foi bem de boas, viu! Se você não estiver muito cansado(a) e com malas não muito pesadas, eu super recomendo fazer o trajeto com o transporte público mesmo. Vai economizar alguns pesos chilenos. Ahhh, por falar nisso...


... Trocar dinheiro no Chile


Então, nós trocamos um pouco de dinheiro ainda no Brasil. Pesquise em sua cidade, uma casa de câmbio que tenha Pesos Chilenos e troque apenas o necessário para você fazer o deslocamento, comer ou comprar alguma coisa, se for necessário. Depois você pode trocar o restante do dinheiro nas casas de câmbio espalhadas pelas ruas Agustinas e Moneda. Tem vários estabelecimentos por lá e a cotação é bem melhor.


Casas de câmbio em Santiago


Se você levar em torno de 30 mil pesos, já é suficiente para esse primeiro momento. Vou contar o que gastamos:


Ônibus aeroporto: 1.900

Bilhete do metrô: 10.000 (cartão + carga)

Chip celular: 2.000

Água: 500


Continuando...


Bem na frente do Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, em Santiago, você vai ver alguns ônibus da Turbus ou Centropuerto. Nós escolhemos o da Turbus e compramos no guichê uma passagem, somente de ida (valor de 1.900 pesos chilenos). É bem tranquilo.


Guichê para a compra do bilhete do ônibus


Do busão, nós descemos na Estação Pajaritos. É bom ficar de olho pra não passar desse ponto, geralmente muita gente desce por ali. Mas é bom perguntar para alguém antes e tal, só para se certificar. Até porque no nosso ônibus não tinha nada avisando o nome das paradas, como tem em alguns países. Nós só perguntamos para o motorista antes de embarcar e ele nos respondeu que era a “terceira parada”, mesmo assim confirmamos com um passageiro para saber se estávamos descendo no lugar certo hehe.


Estação Pajaritos


Na Estação Pajaritos, procuramos o local para comprar um cartão do metrô, que custa 1.550 e fizemos uma carga com 8.450, ou seja, entregamos 10 mil Pesos Chilenos, compramos o cartão e pedimos o “resto” de carga. É bom não colocar muito, pois não é reembolsável – no nosso caso, sobrou quase 4 mil pesos, que vai ficar para uma próxima viagem por lá hehe.


O cartão do metrô de Santiago


Com o cartão em mãos, nos informamos qual a direção pegar do metrô para descer na Estação Baquedano, que era a mais próxima do nosso hostel (mas já vou contar o que aconteceu...). Ah, o cartão basta você passar ele no sensor da catraca e pronto. Ali no visor aparece quanto você tem de crédito.


Eu falei que deveríamos descer na Baquedano, né? Pois bem, quando estávamos chegando, já prontas para descer, o metrô passou direto nessa estação. Ops... Depois descobrimos que essa estação está fechada, pois foi destruída durante as manifestações... O que foi uma pena, pois ela é do ladinho do nosso hostel, mas enfim... Nós descemos na seguinte, pegamos o metrô do outro lado, para descer na estação anterior, que era a Universidade Católica.


Tamires e eu na primeira "voltinha" de metrô no Chile rs


Chip para o celular


Já vou aproveitar para falar sobre isso, pois foi lá na estação de metrô mesmo que resolvemos a nossa vida das redes sociais hehe.


Eu tinha lido para comprar um chip da Claro, que era bom, mas no primeiro quiosque que enxergamos a palavra “chip” não tinha o da Claro, tinha um chamado “Tu Chip, prepago Movistar”. Pagamos 2 mil e ele tem Redes Sociais livres (maravilhoso) + 2 GB + 200 min. Foi ótimo. Usamos bastante durante os 5 dias. Eu sempre peço para o atendente instalar o novo chip no meu celular, assim já confiro na hora se está funcionando. É bom fazer isso.


Onde ficamos


Como sempre, pesquisei um lugar que fosse bem centralizado, com facilidade para o transporte público, no caso o metrô, com boas avaliações no Booking, enfim, encontrei o Hostel Merced 88 . E ele realmente tem tudo isso, com bom preço, bom chuveiro, boa cama, bom terraço com eventos, um ótimo atendimento, mas INFELIZMENTE, UMA PENA mesmo ele está no meio de onde é o ponto mais alto das manifestações.


Eu super indico sim esse hostel e tenho certeza que quando tudo isso for resolvido, é um ótimo lugar para você ficar quando for para Santiago. Nós fizemos quase tudo a pé mesmo (até por isso sobrou bastante crédito no nosso cartão do metrô hehe), mas sim, ficamos no meio da manifestação, inalamos bastante gás lacrimogêneo, mesmo dentro do hostel, já que tudo acontecia em volta. Nas nossas janelas eles protegeram com tapumes, mas mesmo assim dava para ver e ouvir tudo. As noites não eram silenciosas. Parecia que tudo estava rolando dentro do nosso quarto mesmo. Tivemos alguns “problemas” para entrar e sair do hostel... Mas não desanimamos, não. Até depois quero encerrar o post falando sobre os “perrengues” de viagem, que é impossível não ter e em como não deixa-los atrapalhar e estragar a viagem.


E sobre o Hostel Merced 88, eu voltaria tranquilamente, mesmo com tudo isso que passamos e acompanhamos. Fico na torcida que o povo chileno consiga os seus objetivos e que tudo volte ao normal nesse país que é tão lindo e um povo muito acolhedor. Sim, fomos muito bem recebidas em todos os lugares que passamos. Então, de coração, espero que tudo isso seja resolvido logo.


Primeiros passeios em Santiago


Depois do check-in, de um bom banho, fomos bater perna por Santiago. Primeiro em direção a Rua Agustinas ou Moneda para trocar o dinheiro. Trocamos e por ali já aproveitamos para conhecer alguns pontos turísticos da capital chilena. Passamos pelo Paseo Ahumada e Calle Bandera, com muito comércio, movimento e a famosa rua colorida do centro de Santiago.


Paseo Ahumada e Calle Bandera

Seguimos para a Plaza de la Constituicion, onde está o Palácio de La Moneda, que é a sede do governo chileno, mas que só pudemos ver de “longe”, pois eles fecharam o acesso com grades e com presença de segurança por conta das manifestações.


Plaza de la Constituicion e Palácio de La Moneda

Passamos pela Plaza de Armas, tiramos fotinho no letreiro de Santiago e conhecemos a belíssima Catedral Metropolitana. Que é linda, linda, linda!!!


Letreiro Santiago

Catedral Metropolitana


Após fazer o “reconhecimento” da região central de Santiago, fomos para o Sky Costanera.


Sky Costanera


Programamos para ver o fim de tarde de lá, do mirante mais alto da América Latina. E a vista de lá é SEM IGUAL!!! Você vê toda a cidade de Santiago e a Cordilheira dos Andes de um lugar bem privilegiado. Vale super a pena esse passeio.


E sabe que nós tivemos sorte? Pois bem, quando chegamos lá na bilheteria, ficamos sabendo que tinha uma promoção de dois bilhetes por um. Ou seja, o valor que seria de 15 mil pesos chilenos para cada uma, nós pagamos esse valor para as duas. Essa promoção era válida até dia 31 de dezembro de 2019. Quase não gostamos, né? rs


Entrada do Sky Costanera


Para chegar lá: Pegamos o metrô até a estação Tobalaba, que fica bem próxima do Costanera Center. Saindo da estação é só caminhar um pouquinho.


Entrando nesse prédio você vai descer um lance de escada para chegar até a recepção do Sky Costanera, lá você adquire o bilhete e segue para o elevador que vai te levar para o 61º andar (são dois andares que você pode visitar: o 61º e o 62º). O elevador sobe muuuuuuito rapidinho hehe.


Chegando lá em cima, a visão realmente te deixa sem fôlego, é fascinante mesmo. Aquela visão de 360º graus, que você vai escolhendo a melhor vista para apreciar e tirar fotinhos, ou seja, você tira muita foto hahaha.



Eu falei que era nosso dia de sorte, né? Pois além da promoção dos ingressos, também tinha degustação de vinho e espumante da Undurraga, que eu me apaixonei, virou minha preferida rs, além de um som, ao vivo, com saxofone e tudo. Um clima deliciosamente delícia.


Pra fechar a nossa visita por lá, optamos por jantar no Hard Rock Café, que fica no piso térreo do edifício. Recomendo fortemente.


Hard Rock Café


Nosso retorno para o hostel e uma certa aflição...


Aqui nós tivemos o primeiro contato real com a manifestação! Pois bem... Quando saímos do Hard Rock, queríamos pegar um Uber, já que estávamos bem cansadas, de viagem, da noite sem dormir e tudo mais... Só que quando tentamos solicitar um carro, dava erro. Tentamos de todo jeito e nada. Descobrimos o motivo depois...


O jeito foi ir de metrô. A estação Tobalaba fica na mesma linha, a vermelha, que a que teríamos que descer, a Universidade Católica, já que a Baquedano não estava operando. Só que no meio da viagem, ouvimos o anúncio que a próxima parada seria somente na Moneda, ou seja, 6 estações distante do nosso hostel, “pulamos” 6 estações, todas fechadas. E sabe o motivo? Sentimos isso logo depois, pois “do nada” veio gás lacrimogêneo dentro do trem. Uma menina correu para fechar a janelinha que estava aberta e ali entendemos o que estava acontecendo. A manifestação estava viva e acontecendo naquele momento.


Quando descemos na Moneda, ainda tentamos solicitar Uber, mas não deu. Eles realmente não estavam fazendo viagem para aquela região que estávamos hospedadas. Respiramos fundo, mas nem tanto por conta do gás e fomos. Caminhando mesmo. Ao longo do caminho, percebemos um misto pelas ruas. Ao mesmo tempo que encontrávamos um idoso passeando com cachorrinho, uma criança com os pais, também tinha os manifestantes, com seus gritos de protestos, máscaras, pedras... Enfim, um contraste bem marcante. Mas nos sentimos seguras.


Somente quando estávamos próximas do nosso hostel é que nos apavoramos um pouco. Já bem perto da praça o número de manifestante era muuuito maior (lendo notícias depois, soubemos que eles haviam programado uma manifestação grande para a última sexta-feira do mês e que, infelizmente, um manifestante morreu nessa noite, bem na esquina do nosso hostel, praticamente embaixo da nossa janela... Bem triste). Então, nesse momento que vimos essa grande massa, uma bomba foi lançada para o alto, praticamente na nossa direção, tivemos que sair correndo. Já na rua do nosso hostel, lançaram gás lacrimogêneo muito forte e foi meio desesperador, pois já era tarde e a porta do hostel estava fechada, era nosso primeiro dia ali e eu não tinha certeza se teria alguém na recepção nesse horário (já era mais de 10 da noite), bati na porta e nada. Ali eu fiquei com medo. Mas logo depois o recepcionista nos atendeu. Ufa. Sim, tem atendimento, mas na hora, apavoradas, pensei que ficaríamos do lado de fora. Foi uma aventura e tanto.


Durante toda a noite não conseguimos dormir direito, os caminhões de bombeiro trabalharam durante toda a madrugada. E era um barulho ensurdecedor. Ah, do lado da nossa janela, também, um prédio pegou fogo.


Bem, isso foi o início da nossa viagem para o Chile. Vários acontecimentos, heim?!


O 2º dia no Chile


Acordamos cedo, pois a programação desse segundo dia foi o litoral: Valparaíso e Vinã del Mar.


No caminho entre o nosso hostel e a estação de metrô, nós fomos olhando tudo em volta, e é uma pena toda essa situação, a cidade está bem destruída, quase tudo pichado, quebrado, queimado... Vários prédios e igrejas queimadas (triste, triste), monumentos de praça quebrados e pichados, calçadas quebradas, estações de metrô também destruídas... É um cenário bem lamentável :( Como já falei, espero que essa situação seja resolvida o quanto antes, de coração.


Ah, Chile...


Para ir até Valparaíso e Viña del Mar


Povo, aqui já vou deixar um sugestão: melhor fechar com empresa de turismo mesmo, se você fizer somente um bate e volta, como foi o nosso caso. Nós iríamos fazer esse passeio por conta e não foi bem assim...


Nós fomos até a estação Pajaritos e de lá pegamos um ônibus com destino a Valparaíso. Tem algumas empresas que fazem esse trajeto. Nós optamos pela Turbus novamente. A viagem leva, em média, 1 hora e meia.


Chegando no terminal rodoviário de Valparaíso, fomos abordadas por uma moça da agência Rodotur e ela nos convenceu a fazer o tour por Valparaíso e Viña del Mar com eles. Fomos.


Para Valparaíso acho que é essencial você fechar com uma empresa de turismo, pois tem muitos morros e, a pé ou pagando uber, não seria tão interessante. Com o guia, você entra no micro-ônibus (carro, se for o caso) e vai descendo nos principais pontos. Tudo é muito rápido sim. É meio que correria, sabe? Pelo menos foi com essa empresa que fechamos. Talvez se eu já tivesse fechado com outra, de forma antecipada, teria sido diferente. Ou se tivéssemos passado mais tempo por lá. Recomendo ficar mais tempo em Valparaíso e, principalmente Viña del Mar, queria ter explorado e conhecido mais. Um bate e volta só vale para ter uma noção beeeeem rápida dessas cidades.


Durante a manhã estava friozinho por lá e com muita neblina, que é a vaguada costera, típica da região, mas após o meio-dia o sol costumar aparecer.


Fazendo um novo AUmigo - Reparem que o céu está bem encoberto


Paramos num lugar chamado Paseo Wheelwright, onde avistamos, de longe, alguns lobos-marinhos. Paramos em uma outra praça da cidade e, por lá também, vimos que destruíram bastante coisa. Depois foi a vez de pararmos na casa de verão de Pablo Neruda, o museu La Sebastiana. Só vimos do lado de fora mesmo. Para entrar tem que pagar, mas não era a nossa vontade. Ali, do lado de fora, tem uma feirinha, que também aproveitamos para comprar algumas coisinhas.


Lobos-marinhos deitadinhos lá atrás

Casa de Pablo Neruda

Amor em Valparaíso


Logo depois fomos conhecer as “ladeiras” de Valparaíso, com suas cores, suas pinturas, suas escadarias famosas. Essa é a parte mais legal do passeio e é a cara de Valparaíso. Pena, que passamos na correria. Queria ter tido mais tempo para apreciar mais. Mas conseguimos fazer umas fotinhos lindas naquele colorido todo <3


Cores de Valparaíso

Amo os doguinhos <3

Acho que eu vi um gatinho <3

O guia nos levou para almoçar em um restaurante chamado Calfulafquen, que fica num lugar muito bonito de Valparaíso, com uma linda vista da região portuária e com uma feirinha bem bacana ao lado. Ali experimentei o famoso pisco sour, que tem o gostinho da nossa caipirinha de cachaça hehe.


Feirinha em Valparaíso

Vista da zona portuária


Com a barriguinha cheia, fomos para Viña del Mar. A primeira parada de lá é o Relógio de Flores.


Relógio de Flores


Depois fomos para a orla de Viña del Mar e foi aqui que começou meu stress com o guia Camilo, da Rodotur.


A moça que nos convenceu do passeio falou que teríamos, no mínimo 40 minutos na praia, que iríamos no Castelo Wulff, entre outras coisinhas. Mas quando descemos na Playa Acapulco, o guia falou em 15 minutinhos andando com eles ali pela orla, que eu era obrigada a ir com o grupo, que não iríamos na frente do castelo. O que??? Mas não comigo. Fiquei puta. O que eu queria em Viña era ver o tal castelo de tantas fotos lindas que vi, ir na praia Reñaca ver os leões marinhos, entrar no mar do pacífico, mas não foi possível.


Arrumei uma “briga” com o guia, pois, pelo menos na frente do castelo eu fiz questão de ir, estávamos do lado, gente. E o cara encrencou que não dava para ir. Nós fomos, mas ele foi meio que ironizando, meio que tentando agradar, dizendo assim: “a pedido das brasileiras, vamos parar no castelo para as rainhas... e bla´blá blá”, isso me irritou profundamente. Ele tentava agradar (para ganhar bons comentários nos sites e ganhar “propina”, a gorjeta... e ele foi bem insistente nisso, pedindo dinheiro para todos). Não gostei. O passeio com essa empresa para Viña deixou MUITOOOO a desejar. Sai de lá com uma vontade imensa de voltar, explorar mais. Ver mais coisas, que não tivemos oportunidade de ver. A cidade é linda, chique, limpa. Vale a pena passar alguns dias lá sim.


Praia em Viña del Mar

Admirando o mar do Pacífico

Castelo Wulff


Ah, nós também paramos rapidamente no Museo Fonk, para ver o único Moai original fora da Ilha de Páscoa.


Moai da Ilha de Páscoa


Hora de voltar para Santiago.


Pegamos um busão daqueles de dois andares e fomos sentadinhas naquelas poltronas da frente, com o janelão todo nosso, sabe? Fomos apreciando toda a paisagem pelo caminho.


Chegamos em Santiago quase 9 da noite e ainda estava claro. Descemos em uma outra estação de metrô, chamada Salvador, que é uma depois (ou antes, dependendo da direção que vc está) da Baquedano. Fomos caminhando pelo parque Balmaceda e por lá estava um clima de total tranquilidade. Só que chegando próximo da Praça Itália já conseguimos avistar alguns policiais por lá e uns manifestantes chegando. Assim que pisamos no nosso hostel, começou o confronto novamente. E tome gás lacrimogêneo. Nesse momento ficamos “trancamos” dentro do nosso quarto, só ouvindo as sirenes e os gritos.


Policiais chegando na Praça Itália

Aquele monumento da foto que rodou o mundo


Até pensamos que não iríamos conseguir sair mais naquela noite. O problema era a fome... Já que não tínhamos nada para comer (foi difícil encontrar mercados pelos lugares que passamos), não tinha comida no hostel, muito menos serviço de tele-entrega naquele momento lá. Mas, graças a Deus, a manifestação daquele dia terminou cedo. Só ficaram poucas pessoas por ali e decidimos sair. E valeu a pena!


Patio Bellavista


Também próximo do nosso hostel, somente atravessamos a praça e o rio e logo em seguida já estávamos no Patio Bellavista, que é um lugar muuuuuito legal. Vááários barzinhos e restaurantes, com sonzinho e tal. Muito badalado. Adorei. Funciona dia e noite. Ótimas opções para fazer um lanchinho e descansar um pouquinho.


Escolhemos um lugar chamado The Pizza Factory, pedimos pizza – delícia - e uma garrafa da espumante Undurraga, que eu disse que amamos, né? Depois mais uns petisquinhos e uma dose de Jägermeister. Jesus virou Genésio rapidinho hahaha


Mais um dia concluído com sucesso no Chile.


3º dia no Chile


Acordamos beeeeeeeeeeeeeeeeem cedinho, 5 e pouco da manhã, pois nesse dia programamos um passeio com a agência Chile Explorer para Cajón del Maipo, Termas de Colina e na Reserva Ecológica Andina. Conheci, através de um post patrocinado no Instagram, o Tales Barreto, proprietário da agência. E reservamos alguns passeios com eles.


E funcionou da seguinte forma: Deixamos reservado o dia que queríamos e no dia anterior ao passeio ele nos passou o horário certinho e o nome do guia que iria nos buscar na porta do hostel. O horário ele passa, aproximadamente, dias antes, até para questão de se programar, mas o horário exato somente no dia anterior a noite. E o pagamento é feito somente no dia do passeio também. Pagamos em pesos chilenos, foi a nossa opção.


Muito bem, no horário combinado nosso guia Gonzalo estava lá. Aliás, ele foi demais!! Guia super legal!!


Nossa primeira parada foi a Reserva Ecológica Andina, lá tem um lugar para tomar café, superrrrr caprichado (se eu não me engano custa 5 mil pesos chilenos e é livre), não tomamos, pois o café do nosso hostel estava liberado cedinho e já havíamos enchido a barriguinha, mas confesso que deu vontade hahaha. Usamos o tempo por lá para trocar uma ideia com as lhamas da reserva hehe. Fizemos selfies e tudo.


Coisa mais querida

Reserva Ecológica Andina

Seguimos viagem. A vista em nossa volta é uma coisa surreal. Tem o vulcão San José, as Cordilheiras, a vegetação, os rios... Tudo contribuindo para tornar esse passeio perfeito. O Chile é abençoado demais!!


Fizemos algumas paradas “estratégicas” em pontos beeeeeeeeeeeeem fotogênicos e caprichamos nos flashes rs.


Cajón del Maipo e Vulcão San José

Depois dessa última paradinha, a estrada começa a ficar mais difícil. E realmente essa parada é bem estratégica mesmo para descansar um pouco o motor do carro e conseguir fazer as subidas nas estradas de chão, com bastante poeira e buracos. Por isso, é bom ir com guia mesmo. Fazer de carro até é possível, mas a estrada pode complicar um pouquinho sua viagem.


Estrada para as Termas de Colina - Cajón del Maipo

Inclusive esse acesso para as Termas de Colina durante o inverno é impossível fazer. As Termas ficam fechadas durante o período de neve, já que não tem condições seguras para chegar até lá.


Viu, mais um ponto positivo de conhecer o Chile no verão hehe.


Chegamos nas Termas Valle de Colina (Termas de Baños Colina). Que lugar, meus amigos!! Que lugar!!!


Sim, estava bem cheio, mas deu para aproveitar e muito.


Termas Baños Colina


Nossa van ficou na parte de baixo, tivemos que subir num trechinho bem escorregadio, pra descer, com minha sandália de dedo “escorregadia” foi um pouquinho difícil. Na parte de cima estão as piscinas naturais (abastecidas com água do vulcão) e são 7 no total. As primeiras, lá do alto, são as mais quentes. A primeira chega a ter uma temperatura de 60º graus. Quase ninguém entra. Na verdade, nem deveriam entrar, mas vimos uns dois entrando hehe.


A segunda ainda é bem quente também.


A partir da terceira já é possível entrar. Nas outras, a temperatura vai diminuindo e é beeem agradável, mesmo com o calor que estava fazendo nesse dia.


É uma sensação difícil de descrever. Você tem que ir para sentir tudo isso também. Imagina um lugar desses no “meio do nada”, encravado no meio das Cordilheiras dos Andes. É bem surreal de tão incrível.


Ahhh, e além disso tudo, a lama vulcânica que tem no fundo dessas piscinas é rica em minerais e faz muito bem para a pele. É rejuvenescedora. Aproveite e passe no rosto e no corpo todo. Muita gente vai pra lá só pra isso.


Passando lama vulcânica em tudo kkkkk


Tivemos tempo para curtir bastante. E aí no horário combinado com o guia nós descemos até a van e lá estavam preparando um piquenique bem caprichado pra gente, com direito a taças de vinho e um negócio beeeeeeeeeeem gostosinho que vou tentar fazer, mas não vou conseguir fazer igual, certeza. É tipo um creme para passar na bolachinha salgada (a bolachinha já era bem gostosa, mesmo sem isso rs), mas o “creme” é feito com cream cheese, shoyo e gergelim, mas o molho shoyo deles parecia bem mais encorpado que os daqui do Brasil. Só sei que era uma coisa deliciosa e todo mundo amou.


Piquenique delícia


Pensa que acabou? Nada disso!!


De lá seguimos para o Túnel Ferroviário Del Tinoco, ele não está mais em funcionamento. Bem misterioso, por sinal. Atravessamos ele a pé. E no início dele (ou no final... Dependendo se você passa por ele na ida ou na volta das termas) tem um memorial para um garoto chamado Willy Antonio Rojas Reyes, que foi encontrado sem vida ali dentro, no ano de 1998. O que o guia nos contou é que ele teve uma desilusão amorosa aos 18 anos e desapareceu. Logo depois foi encontrado morto, se suicidou. E aí fizeram esse memorial para ele ali, só que muitas pessoas começaram a fazer pedidos para ele e, como alguns tiveram a graça alcançada, isso se tornou comum. Por isso ali são deixados muitas coisas em agradecimento.


Memorial para Willy Antonio Rojas Reyes

Túnel Ferroviário Del Tinoco

Logo depois fomos para o centrinho da cidade de San José del Maipo para o almoço. Resolvemos experimentar a tradicional empanada chilena, que é uma delícia. Ah, e tomamos também o famoso terremoto, uma bebida bem famosa no Chile feita com vinho branco, sorvete de abacaxi, fernet e granadina. Dizem que tem esse nome, pois te faz sair do chão hahaha. Eu e a Tami dividimos um copão e ficamos “de boa” haha. Achamos bem delicinha, docinho, vai que vai rs.


Empanada Chilena

O famoso terremoto

Pracinha e feirinha de San José del Maipo


Foi um dia perfeito. Chegamos no hostel beeeem cansadinhas, só sobrou forças para ir na rua comprar algo pra comer (pra comer a gente sempre encontra forças). Aliás, achamos um Buffalo Waffles bem próximo do hostel. Era uma das coisas que tinha anotado pra gente experimentar. Nesse dia comemos o salgado. Queria ter experimentado o doce, mas não conseguimos nessa viagem. Não sobrou espaço na barriguinha hahaha.


Buffalo Waffles


4º dia no Chile


Esse dia nós reservamos para conhecer melhor Santiago. Iniciamos no Cerro Santa Lucía, que é um morro situado bem no centro da cidade. Quando você passa ali pela frente, nem imagina como é lá “por dentro e por cima”. Logo no início tem a Terraza Neptuno. Depois você vai caminhando, vai subindo... Precisa ter fôlego para chegar até o último mirante. Tem várias escadinhas que dão acesso. Mas vá. A vista é incrível lá de cima.


O parque, em geral, é lindo. É um refúgio no meio da loucura da cidade grande, um lugar de paz, silêncio. E muita beleza para apreciar.


Aproveite também para conhecer a feirinha que tem bem ali em frente, só atravessar a rua. Acredito que ali seja o melhor lugar para comprar as lembrancinhas do Chile.


Dali seguimos para o bairro Paris-Londres, que tem bem o ar europeu, com suas construções, ruas de pedras, postes bem típicos. Aliás, na esquina na Rua Paris com a Rua Londres tem um desses postes com o nome das ruas e o povo costuma fazer várias fotinhos por ali. Clarooooooooooooooo que fomos também.


Esquina Paris / Londres


Ainda caminhando, fomos para o bairro Lastarria, que também é uma graça. Com muito comércio e muitas opções de restaurantes. Almoçamos no Emporio La Rosa, bem na frente de uma pracinha, com as mesinhas do lado de fora e uma comida bem gostosa. Bem delicinha.


P.S. Enquanto estava escrevendo esse post, descobri que o Emporio La Rosa está entre as 25 melhores sorveterias do mundo. Sorte a nossa que almoçamos lá e ainda "sobrou espaço" para o sorvetinho, que realmente estava muuuuito bommm


Após o almoço fomos no Cerro San Cristóbal , tudo isso caminhandooo. Coloca aí no seu Google Maps: Estação Funicular Pio Nono e vá ser feliz hehe. A estação mais próxima, pelo que tinha pesquisado é a Baquedano (a do nosso hostel, lembra?), mas está fechada... então... Quando reabrir e, se você estiver longe, basta descer nessa estação e caminhar até a entrada do funicular. A estação Universidade Católica também é próxima.


Compramos nosso bilhete de ida e volta pelo funicular, mas você também pode optar por subir ou descer com o teleférico.


Estação Funicular Pio Nono

A subida...


A subida do funicular, pelos trilhos, é beeeeem íngreme. Sobe bastanteeeee hehe. E tudo compensa. Preciso dizer da vista que tem lá em cima? Acho que nem preciso dizer... Mas o que mais me surpreendeu e me deixou bem emocionada é o Santuário de Imaculada Conceição que tem lá no alto. Já tínhamos visto a escultura lá de baixo (ela iluminada, a noite, é linda), mas estar lá, aos pés dela, é demais. Tem uma música ambiente por lá, que é quase impossível não ficar emocionado(a). É demais!



Ah, é meio que tradicional tomar o famoso Mote con Huesillo, uma bebida típica chilena. É doce e o aspecto não parece ser muito convidativo, mas é gostoso. Como já havíamos experimentado (compramos na Calle Bandera), não compramos lá no Cerro. Mas sugiro que você experimente. É diferente. É gostosinho.


Mote con Huesillo


Restaurante Giratório


Depois de todo o passeio do dia, voltamos para o hostel, nos arrumamos e fomos para o Restaurante Giratório. Fiz a reserva com antecedência. Marquei para às 19h. Nós queríamos ver o por do sol de lá, esse horário foi até um pouco cedo, já que está escurecendo por volta das 21h30 nessa época... Mas ficamos lá até escurecer hehe.


Bem, como o nome já diz, o local onde tem as mesas do restaurante gira 360º e você tem uma vista linda da cidade de Santiago enquanto faz sua refeição e bebe uns bons drinks. O cenário é realmente maravilhoso e, por conta disso, vale a pena a visita. Mas não gostei muito do atendimento. Não sei se era pela época do ano, semana entre Natal e Ano Novo, talvez estivessem com menos funcionários, não sei... Só sei que desde a hora que chegamos, e o restaurante ainda estava vazio, não tinha nenhuma correria para atender, nos trataram de forma bem seca. Era preciso esperar e chamar muito para fazer pedido, para tirar os pratos e copos sujos da mesa, enfim, nada de sorriso, mesmo quando tentamos ser simpáticas, apesar da cara fechada deles. O que pedimos não agradou muito (inclusive eu deixei a sobremesa no prato, coisa que eu nunca faço). Os preços são um pouco mais caros que nos outros lugares que fomos. Não é um absurdo de caro, mas é um pouquinho mais rs.

Resumindo: vale pela experiência do restaurante que gira (algo diferente) e pela vista.


Sim, a vista compensa

Olha o Costanera Center aí

5º dia no Chile


Também com a Chile Explorer, nós fechamos o passeio para a Vinícula Concha y Toro. No horário combinado, passaram no nosso hostel e seguimos até lá. Já na vinícola, eles separam por grupos e horários de visitas (com tudo já programado e reservado. No nosso caso, quem fez isso foi a agência, mas se você fizer por conta é bom reservar antes pelo site da Concha y Toro). Fomos em um grupo com guia do local, em português.



Ela foi nos explicando sobre o lugar, sobre o casarão de verão do fundador da Concha y toro, Dom Melchor, visitamos as parreiras de uvas, de todos os tipos. Na verdade, eles possuem um espaço com essas parreiras para que os visitantes possam conhecer. As parreiras de verdade, ficam um pouco mais no fundo, e lá não temos acesso. Pena que as uvas ainda estavam pequenas. Pois os visitantes podem experimentar essas uvinhas, pegando diretamente da “fonte” hehe


A gente conhece também o local de armazenamento dos vinhos e a história do Casillero del Diablo. Também degustamos 3 tipos de vinhos, nessa opção de tour que fizemos. Ah, e ganhamos a taça de presente. No final do tour tem a lojinha onde você pode adquirir produtos exclusivos e garrafas de vinho da Concha y Toro.


Ah, nesse dia nós também tínhamos reservado para fazer um piquenique no fim de tarde no Vale Nevado, pois no dia anterior o Tales mandou mensagem falando que não estavam mais operando para esse dia, que era dia 31 de dezembro, que ele tentou de tudo, mas não conseguiram. Enfim, ficamos um pouco triste com isso, mas por outro lado foi até bom, pois sobrou um tempo para a gente encontrar um mercado e comprar algumas coisas para a “nossa ceia” de réveillon. Juro pra vocês que foi difícil encontrar um mercado durante os dias que passamos lá. Nesse último dia, conseguimos achar. E aí depois passamos na frente de vários hahaha.


Reveillon no Chile


Como eu falei lá no início do texto, eles meio que se fantasiam para esse dia, tipo o nosso carnaval. E pelas ruas do centro da cidade a gente encontrou muuuuitas coisas, como perucas, máscaras, colar havaianos, entre outros adereços. Nós compramos máscaras para entrar no clima.


Por conta das manifestações e com nosso voo de volta sendo no dia seguinte, impossibilitando de passarmos a virada em outra cidade, por exemplo, nós decidimos passar no nosso hostel mesmo, inclusive eles promoveram um festa no terraço para celebrar a chegada do novo ano.


Subimos cedo, o povo começou a chegar, o Alex, nosso novo amigo argentino, estava lá fazendo um churrasquinho – inclusive assou umas batatinhas para a amiga aqui que não come carne – querido. Tomamos nosso vinho e já entramos no clima. Conhecemos pessoas super legais de vários lugares do Brasil e do Mundo – tinha gente dos Estados Unidos, Londres, Austrália, Argentina, Venezuela... Enfim, foi muito legal. Tinha também um artista que fez pinturas no nosso rosto, o que nos fez entrar ainda mais no clima do Reveillon Chileno.


Abrindo os trabalhos

Pintura

Novo amigo Alex


Enquanto nos divertíamos lá no terraço, lá na rua a galera começava a chegar em peso para as manifestações. E encheu de gente nesse dia (na matéria que coloquei lá em cima fala disso). Em alguns momentos o gás lacrimogêneo nos incomodou. Teve uma hora que foi forte demais. Todo mundo correu. Mas não tinha muito para onde correr. E assim rolou a nossa festa. Fizemos a contagem regressiva, estouramos champanhe, nos abraçamos e foi lindo. Depois de alguns minutos nós também descemos e nos juntamos com os manifestantes. Estávamos lá, fazendo parte de um fato que vai ficar marcado para sempre na memória e história do Chile e do mundo. Tenho certeza que em breve isso estará nos livros. E nós fizemos parte dessa história. Estávamos lá. Tenho certeza que foi o reveillon mais diferente da minha vida. Vou ter história para contar para sempre. Que demais!! Feliz 2020!


No meio da manifestação chilena

Com os novos amigos no Reveillon (e na manifestação)


Chile, eu amei te conhecer! Obrigada por tudo!


De coração: Sabe, talvez para outra pessoa, estar lá no meio de tudo isso, bem no centro de onde tudo acontecia poderia ser um baita problema, um motivo de pegar a mala e ir embora. Ainda bem que eu estava com uma amiga com a mesma vibe que a minha, que viu nisso tudo, um lado positivo e que não deixou que isso atrapalhasse nossa viagem. Aliás, deixou a viagem ainda mais interessante. Perrengues, meu povo, sempre vai acontecer. Acontece na nossa casa, no nosso bairro, na nossa cidade, no nosso país e nas nossas viagens. O mundo não para só porque você decidiu viajar. O mundo não vai ser perfeito e pintado todo de rosa, com unicórnios sorridentes, durante sua viagem. Não. Você vai ter sim que encarar alguns perrengues, alguns problemas daqueles lugares que você escolheu conhecer. A situação do Chile não é nada bacana. Claro que não. Muitos morreram, milhares se machucaram, o país está bem destruído, mas isso também é a luta de um povo, um povo que está cansado de sofrer. Num mundo perfeito, em uma viagem perfeita, nada disso deveria acontecer, mas a vida não é perfeita e cabe a nós tentar achar o lado positivo. E foi assim que eu e minha amiga Tamires aproveitamos cada segundo dessa viagem. Com tudo que ela nos ofereceu. E foi lindo! Obrigada, Tami, por ser uma ótima parceira, uma ótima amiga e por topar viver essa aventura comigo. Obrigada, Chile. Boa sorte, povo chileno! Foi um prazer.


Volta para casa - Aeroporto Santiago


Espero que tenham gostado. No meu Instagram também tem conteúdo da viagem, com fotos e vídeos. Qualquer dúvida só me chamar por lá também :D


Beijos e até a próxima,


Simone Malagoli


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